| A civilização ocidental deve aos fenícios a difusão
do alfabeto, cuja origem é incerta. Povo pragmático por natureza, os fenícios parecem haver
adotado e simplificado formas de escrita mais complexas, talvez de procedência egípcia, para
criar um alfabeto consonântico de 22 letras, que se escreviam da direita para a esquerda. Os
gregos foram os primeiros a receber essa importante herança fenícia, que remonta ao século XIV
a.C.; a exemplo dos latinos e outros povos da antiguidade, transformaram esse alfabeto e lhe
incorporaram as vogais. A arte fenícia constituiu um sincretismo de elementos egípcios, egeus,
micênicos, mesopotâmicos, gregos e de outros povos, e tinha um caráter essencialmente utilitário
e comercial. A difusão dos objetos fenícios pelo Mediterrâneo contribuiu para estender as
influências orientalizantes à arte dos gregos, dos etruscos, dos iberos e outros. A peça mais
destacada da escultura fenícia é o sarcófago de Ahiram, encontrado em Biblo, cuja decoração
apresenta motivos talhados em relevo. |